Sobre Filhos irmão recém-nascido

6 coisas que seu filho pensa sobre o irmão recém-nascido

23 de fevereiro de 2016

Podemos colocar em prática todas as teorias para diminuir o ciúme do filho com a chegada do irmão. Mas, mesmo assim, o mais velho pode ter alguns sentimentos e pensamentos sobre o irmão recém-nascido que não são necessariamente os que a gente gostaria.

QUEM DISSE QUE EU GOSTARIA DE TER UM IRMÃOZINHO?

Temos a mania de jogar sobre a criança a responsabilidade da chegada do bebê: você vai ganhar um irmãozinho, você vai ter um amigo para brincar, você vai se divertir. Mas a verdade é que, salvo raras exceções, a escolha por ter mais um filho é nossa. O mais velho não é responsável pela nova gravidez e, se ele está tendo dificuldades de assimilar a chegada do irmão, insistir que será bom para ele não vai necessariamente ajudar.  Sim, é verdade que ter um irmão é muito bom, mas ele vai chegar independentemente da criança querer ou não. O mais importante é reforçar que os pais estarão dispostos a ouvi-lo e ajudá-lo a se acostumar com essa nova fase.

AGORA TENHO QUE DIVIDIR MEU PAI E MINHA MÃE

Este pensamento é inevitável. E é verdadeiro. A criança não tem mais os pais 100% à sua disposição todo tempo como era antes de o bebê nascer. E não adianta querer mudar isso porque, salvo se você tiver um clone, isso só vai te trazer mais cobrança e angústia. O mais importante é mostrar para a criança que ela continua sendo amada e importante, tentar responder a suas solicitações sempre que necessário e tentar envolvê-la nos momentos com o mais novo.

Mas também é importante que ela saiba que há momentos que o bebê precisa de atenção exclusiva. Em contrapartida, ele também tem direito a um tempo sozinho com o pai e mãe. Sei, por experiência própria, que é um malabarismo, mas a gente consegue encontrar esse equilíbrio!

MAS ELE SÓ CHORA?

O bebê quer comer, chora. O bebê quer dormir, chora. O bebê tem cólica, chora. Para o irmão mais velho, esse choro é muito chato. Principalmente porque, se ele já tiver mais de dois anos, entende que o choro não é sempre necessário. Ele não compreende porque o irmãozinho chora tanto e fica irritado. Quando sentir apropriado, explique para o mais velho: “ele está chorando porque está com fome. Ele não sabe falar, então, ele chora”. Isso ajuda a criança a ser mais compreensiva com o bebê. 

MEUS PAIS ESTÃO CANSADOS (TRISTES, CHATEADOS, SEM TEMPO) POR CAUSA DELE

Sono + cansaço + privação de tempo = estresse. É natural que nas primeiras semanas do bebê, os pais fiquem um pouco alterados (para não dizer malucos). Temos menos disposição para brincar com o mais velho e menos paciência, o que pode resultar em algumas brigas. É fundamental que os pais não digam que o bebê é o “culpado” por essa situação. Evite falar, por exemplo, que está cansada porque o irmãozinho acordou de madrugada ou reclamar que não teve tempo de tomar banho porque teve que dar de mamar. O filho mais velho assimila isso como: “meu irmão trouxe coisas ruins para os meus pais”.

NÃO, EU NÃO QUERO MAIS AJUDAR

Uma das orientações que a gente sempre ouve é: envolva o filho mais velho nos cuidados com o mais novo. Mas não peça ajuda, pergunte se ele quer ajudar. Parece igual, mas não é. Se eu peço ajuda para a minha filha, ela faz mesmo que não queira, por uma questão de obediência ou desejo de colaborar comigo. Isso pode sobrecarregar o mais velho e criar um sentimento ruim em relação ao irmão. Mas permita que ele ajude sempre que possível.

QUANDO ELE VAI BRINCAR COMIGO?

Um dos maiores erros é falar para filho mais velho que ele vai ganhar um irmão para brincar com ele. Isso porque nos primeiros meses, não vai haver interação nenhuma. E isso pode gerar uma frustração para a criança. Lembre que ela não sabe o que esperar dessa nova situação. Ela gera expectativas de acordo com sua imaginação e com as informações que recebe dos adultos ao seu redor. Portanto, deixe claro que o bebê, no início, só vai dormir e não vai fazer muita coisa legal. Mas que vai crescer e então vai poder brincar.

Essa é uma fase que pode ser muito difícil, mas, com amor, compreensão e diálogo, a gente consegue superar!

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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