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Para Mães e Pais chegada do irmão

A crise da chegada do irmão

22 de janeiro de 2015

Há algum tempo, antes mesmo de engravidar, eu pedi para a psicóloga Eliziane Rinaldi dar algumas dicas sobre como agir com a o ciúme da chegada do irmão. A entrevista rendeu este post e este post.

chegada do irmão

Depois, engravidei, e contei para vocês, quase dois meses antes da Ana Júlia nascer, como estava sendo a chegada do irmão lá em casa, em relação ao ciúmes da Manuela. Estava tudo lindo, até que o chá de bebê aconteceu – 10 dias depois do post.

O dia do chá foi o início de uma crise que se estendeu até, mais ou menos, a Ana Júlia completar dois meses e começar a interagir melhor com a irmã. Existem dias em que o ciúme está maior, como foi este domingo, mas há dias muito tranquilos. Consigo perceber que a Manuela realmente ama a irmãzinha, preocupa-se com ela, mas eventualmente quer a mesma atenção que um bebê precisa. Devagarinho, a gente vai aprendendo a lidar. Algumas coisas que procuro fazer:

– Priorizar a Manuela sempre que possível

– Dar a possibilidade para a Manuela ajudar com a irmã, mas sem forçar

– Mostrar à Manuela que a Ana Júlia demanda cuidados especiais e às vezes precisa de atenção exclusiva

– Passar tempo sozinha e de qualidade com a Manuela

– Não deixar a Manuela perceber quando estou cansada ou mau humorada por causa da Ana Júlia

– Não usar a Ana Júlia como motivo de brigas com a Manuela

– Explicar, amar, compreender, mas saber quando dar limites firmes

Como este é um tema bem complexo, resolvi contar a minha experiência após o chá (início da crise) neste vídeo abaixo (pois é pessoal, peguei gosto pela coisa, agora vocês vão ter que me engolir, hahahaha):

Como falei no vídeo, abaixo está a lista de atitudes que tivemos durante a gravidez que acho que foram super positivas para a Manuela aceitar melhor a chegada da irmã.

– Ecografia: É bem complicado levar criança em exame médico, mas pelo menos em uma ecografia fiz questão de levar a Manuela, assim ela pode ver que, sim, há um bebê (um mini ser-humano) vivo e se mexendo em minha barriga. Curiosamente, foi bem na ecografia que soubemos o sexo. Ela ficou muito feliz em ter uma irmã mais nova!

– Enxoval 1: Claro que não dá para fazer sempre, mas para alguma peças do enxoval eu pedi a opinião da Manuela. Ela me ajudou a escolher algumas cores, estampas e modelos. Isso fez com que ela sentisse que estava me ajudando e também já sendo “irmã mais velha” com o bebê.

– Enxoval 2: Quando fizemos a compra grande de enxoval nos EUA, fiz questão de chamar a Manuela para abrir alguns pacotes comigo e ver as roupinhas. Eu queria que ela sentisse a mesma alegria que eu estava sentindo. Não foi exatamente igual, mas ao menos ela teve a empatia que eu esperava.

– Enxoval 3: É claro que não dá para deixar de lado alguns presentes para a criança. Quando fizemos a compra do enxoval, além dos 50 itens da bebê, também compramos alguns (bem menos, obviamente) para a Manuela. Também fiz questão de comprar uma camiseta específica do tamanho dela e uma igual de bebê, só para sentir se ela ia gostar. Amou! “Vamos ficar como gemeazinhas”, foram suas palavras.

– Mudanças para melhor: Eu sei que o ideal é, nesse momento, evitar mudanças bruscas na vida da criança. Mas lá em casa não teve jeito. A Manuela teve que trocar de quarto. Então, para minimizar o desconforto, deixamos bem claro que todo mundo está mudando para melhor (e não é mentira!). A minha enteada irmã mais velha teve seu quarto mais privativo no ático, a Manuela foi para um quarto que é maior e o bebê ficou mais perto do meu quarto, por questões óbvias.

– Sem muito alarde: No início da gravidez, quando a barriga ainda mal aparecia e irmã ainda não era algo “palpável” para a Manuela, a gente evitava falar toda hora sobre o assunto.

– Reforço positivo: Eu nunca forcei, mas quando a Manuela espontaneamente dava beijo na barriga ou conversava (dava tchau ou boa noite) com a irmãzinha, eu procurava mostrar o quanto fiquei feliz!

– Grand finale Lá em casa, a cereja do bolo foi que deixamos a Manuela escolher o nome da bebê. Depois do afunilamento da lista, Júlia era o favorito. Além de ser um nome curto e bonito, para mim ainda tinha o fator emocional, já que meu lindo pai se chamava Júlio. Quando estávamos quase decidindo, a Manuela falou que queria muito chamar a irmã de Ana (que também era um nome em alta entre as opções). Por fim, decidimos que a bebê se chamaria Ana Júlia.

Seguem também as dicas profissionais da psicóloga Eliziane Rinaldi:

Dê tempo à criança. Dar tempo para a criança assimilar tanto a notícia da gravidez é fundamental, desde a gestação quanto o nascimento. Não se pode forçá-la a fazer coisas que ela não queira ou não esteja pronta ainda. “O vínculo entre os irmãos é uma construção e isto precisa ser respeitado e aceito.”

Envolva a criança. Chame o seu filho para participar dos preparativos, da gestação e do nascimento.

Deixe-o cuidar do irmão. Permita que a criança possa participar nos cuidados com o bebê, de acordo com a idade e possibilidades.

Mantenha algumas coisas como estão. Não mude muita coisa na rotina diária da criança. Não é momento de colocá-la na escola (ou trocá-la de escola), tirar as fraldas, chupeta ou mamadeira.

Relembre. Conte para a criança como ela era quando bebê, mostre vídeos, fotos, conte como era seu jeitinho. Deixe bem claro que ela tem uma história e um lugar especial nesta família.

Identifique sentimentos. “Sentimentos de ambivalência (amor e raiva) são esperados. Conversar com a criança sobre eles e dar vazão para a expressão deles é muito importante.” Que tal fazer desenhos sobre o que está sentindo? Que tal combinar com a criança alguma sinalização que ela possa fazer para avisar aos pais o que está acontecendo com ela? Carinha de feliz na porta quando estiver se sentindo feliz com a presença do irmãozinho ou carinha triste por estar com ciúmes, são alguns exemplos dado pela psicóloga. “Com estas dicas, estaremos abrindo a possibilidade da expressão de sentimentos, favorecendo o diálogo e preparando um terreno fértil para que o vínculo de amor na família se estabeleça.”

ALERTA DE PERIGO.

Atitudes que os pais NÃO devem ter:

Brigar. Não é momento de brigar com a crianças. Ela precisa de ajuda para lidar com seus sentimentos e não castigos ou punições.

Comparar. Não compare seus filhos em hipótese alguma. Isso só aumenta o ciúme e a rivalidade entre os irmãos.

Presentear. Não há necessidade de que a criança ganhe presentes a cada presente que o bebê ganhar. A presença afetiva e acolhedora dos pais já faz o papel de preencher a criança.

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Comentários

  1. Vanessa Gusmão disse:

    Adorei o texto! Assim que eu engravidar do segundo te dou a notícia! !

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 12 anos, e Ana Júlia, 7 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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