Para Mães e Pais erros no desfralde sem estresse

Desfralde em duas etapas: a errada e a certa

3 de novembro de 2016

Como contei aqui no blog, comecei o desfralde da Ana Júlia por sugestão da escola quando ela estava com um ano e 10 meses. A ideia era começar a ajudá-la a abandonar a fralda. Na verdade, ela ficava de calcinha na escola e a professora levava as crianças ao banheiro com frequência. Lá, era comum ela só fazer xixi no penico. Em casa, foram muitos vazamentos, além de inúmeros dias de preguiça meus em mantê-la só de calcinha (até falei aqui dos meus seis erros no processo de desfralde).

O semestre acabou, as férias vieram, a preguiça me venceu e, no retorno às aulas, no final de julho, a gente retomou o desfralde aos poucos. Em setembro para outubro, o processo foi intensificado – inclusive tiramos a fralda nos trajetos de carro. Agora, no começo de novembro, posso dizer que estamos quase 100%. Ana Júlia está com 2 anos e meio e pede quase todas as vezes para fazer xixi e cocô. Ela teve alguns acidentes recentes porque estava com dor de barriga e não conseguiu segurar. Também acontece de, às vezes, estar tão animada brincando que não percebe que já está muito apertada e – quando pede – já está fazendo. Mas realmente já considero o desfralde bem-sucedido.

Ah, estou falando do desfralde diurno, é claro. O noturno eu vou fazer como foi com a Manuela: quando ela estiver acordando com a fralda seca, por pelo menos um mês, vou tirar a fralda à noite.

Mas o processo não foi fácil naquele começo, que eu considero que foi a primeira etapa – que ainda não era o momento certo. Lembram que até fiz um post bem-humorado para as redes sociais?

desfralde

MUITA GENTE FALOU, PENSOU OU VAI ACHAR QUANDO LER ESTE POST QUE O PROBLEMA FOI NÃO RESPEITAR O TEMPO DA CRIANÇA. MAS EU NÃO CONCORDO E EXPLICO POR QUÊ:

Eu acredito do fundo do meu coração que a criança está neste mundo para ser guiada e ensinada em TODAS as coisas. Uma criança de um ano e meio não vai pedir para você dar os talheres para ela comer, mas nessa época a gente já pode começar a ensinar. Uma criança de cinco, seis anos, não vai pedir para ser alfabetizada. Uma criança de oito anos não vai pedir “me ensine frações”.

A gente vai ensinando para as crianças habilidades para as quais achamos que elas já estão prontas – e se elas não estiverem não vão corresponder. Se uma mãe acredita que toda a família vai se beneficiar ao tirar o filho da fralda com 1 ano de idade, vai em frente. Para mim, respeitar a criança (e o tempo da criança) não tem nada a ver com idade. Tem a ver com respeito à sua individualidade, à sua personalidade e à sua capacidade de aprender. Eu ofereço o ensinamento e o estímulo, mas dou à criança o direito de errar e reconheço quando é hora de parar para tentar mais tarde.

No caso do desfralde (e em tudo na vida, na verdade), respeitar a criança é, para mim, não brigar porque ela não consegue atingir o objetivo ainda, é ter paciência, é não ser grosseiro, não ser impaciente, não tornar o processo uma tortura. A Manuela respondeu ao primeiro processo de desfralde. A Ana Júlia não. Então, eu sei quando devo parar de insistir e voltar a tentar mais tarde.

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RESUMO DA ÓPERA

Começamos o desfralde da Ana Júlia quando ela estava com um ano e dez meses e não deu certo. Primeira etapa, momento errado! Retomamos quando ela estava com dois anos e quatro meses e estamos quase 100% – foi mais fácil e rápido. Segunda etapa, momento certo!

SINAIS DE QUE A CRIANÇA ESTÁ PRONTA PARA O DESFRALDE

Apesar de eu acreditar que os pais têm sim essa autonomia para decidir a hora de começar o processo – desde que sendo pacientes e tratando a criança com respeito -, existem alguns sinais que mostram que seu filho está pronto para essa fase. Isso significa que o desfralde pode ser mais rápido, fácil e tranquilo:

Sinais físicos: a criança já consegue andar com firmeza, consegue correr, consegue pular com os dois pés juntos, consegue subir escada alternando os pés nos degraus, fica seco por longos períodos de tempo, faz bastante xixi de uma vez só.

Sinais cognitivos e comportamentais: a criança consegue ficar sentada, se incomoda com a fralda suja, não tem rejeição com o banheiro ou penico, consegue seguir instruções simples, conhece as palavras xixi e cocô e sabe a que elas são relacionadas, muda de comportamento ao fazer cocô (se concentra, se isola, para o que está fazendo).

QUANDO “DESISTIR” OU ADIAR O PROCESSO DE DESFRALDE

Como comentei, eu simplesmente percebi que não estava dando certo e decidi adiar o processo. Na verdade, eu nunca parei, eu continuamente perguntava se a Ana queria ir ao banheiro e a levava. O que mudou  foi que parei de deixar ela só de calcinha e passei a usar aquela fralda-calça – para garantir que os acidentes tivesse menos consequências drásticas. O que me fez ter essa atitude?

– Ana ficava muito tempo no banheiro, não fazia xixi, saía e então urinava na roupa
– Na maior parte do tempo só pedia para fazer xixi quando já estava fazendo na roupa
– Na maioria das vezes, fazia xixi no banheiro apenas quando eu levava (não espontaneamente)
– Minha paciência estava se esgotando e eu comecei a ter “explosões de raiva” por causa dos acidentes

Por tudo isso, decidimos deixar o processo mais leve e retomar no segundo momento. Para nós, funcionou muito bem!

E por aí, quando as crianças tiraram as fraldas?

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Comentários

  1. Cada criança é uma criança e cada família tem precisa descobrir o que funciona para si.
    Mas acho super válido compartilhar nossas experiências, sim.
    Por aqui o desfralde foi bem tranquilo, mas meu contexto é bem diferente: sou mãe de um menino e o processo do desfralde aconteceu quando ele tinha 2 anos e meio, num mês de férias na praia.
    Conto tudinho aqui: http://somelhora.com.br/index.php/2016/04/19/desfralde-diurno-experiencia/

  2. Graciele disse:

    Como sempre seus posts são mega úteis.
    Estou na pressão do desfralde, Cecília tem 2 anos e 6 meses, e fica o dia todo na escola Eu queria ter começado o desfralde no incio do verão, mais a escola me convenceu que melhor seria começar no início do ano letivo. Acho que fisicamente ela está mais preparada agora. Difícil é aguentar os comentários e perguntas de o porque dela ainda usar fralda. ?
    O que seria dá nossa vida de mãe sem os eternos “pitacos”?

    Bjo enorme. Amo seu blog.

  3. Aline disse:

    Eu concordo com você que a criança precisa ser guiada porque ainda está descobrindo as coisas. Sua filha já estava na escolinha e ia no banheiro com outras crianças, isso contribuiu muito. Mas a questão do desfralde é o tempo da criança, pois vai depender da maturidade, pois o controle do xixi e coco está relacionado ao desenvolvimento do cérebro da criança.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 9 anos, e Ana Júlia, 4 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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