Lá em Casa por que eu dei chupeta

Eu e a chupeta: meu caso de amor e ódio

13 de agosto de 2015

Nessa semana compartilhei a resposta de David Beckham às críticas que recebeu por sua filha de 4 anos ainda usar chupeta. E algumas pessoas ficaram curiosas sobre a minha opinião sobre o tal acessório. Acho que mais importante que a minha opinião, é a minha experiência, porque de ideia a gente muda a toda hora e a cada filho, rs. Então, eu conto neste post por que eu dei chupeta para as minhas filhas.

Quando eu era criança chupei chupeta até os 6 anos!!! Sim, isso mesmo, você não leu errado. E só parei porque perdi por uma semana e, quando achei, não queria mais. Depois disso, vi a minha irmã mais nova entregar repetidamente a chupeta ao Papai Noel, ano após ano, e sair do shopping direto para a farmácia para comprar outra.

Cresci e decidi: meu filho não vai usar chupeta!

Mas então eu tive filhos!

Eu estava tão decidida a não dar a chupeta que não comprei nenhuma durante a minha primeira gravidez. A minha mãe me deu de presente e eu surtei.

No curso de gestantes que eu fiz, odontopediatra e fonoaudiólogo deram palestras e falaram que não era preciso banir a chupeta da vida. Se a criança usasse, ela só deveria tirar até, no máximo, 2 anos e meio de idade para evitar problemas de fala, mordida, dentição etc e tal. Mas continuei firme na minha decisão.

Na época, não sabia que a chupeta é um dos fatores que pode levar ao desmame precoce. A minha preocupação mesmo era com os dentes da criança que ainda nem tinha nascido.

Quando a Manuela nasceu, minha mãe vinha dar banho nela todos os dias e, enquanto a gente a trocava, ela dava a chupeta para acalmar porque ela já parecia com fome. Era só para dar tempo de  ir para o seio, então eu deixava (afinal, já estava brigando com a vovó por tantas outras coisas, rs).

E assim foi no primeiro mês todo da Manuela. Entretanto, como já falei aqui, tive dificuldades de amamentação e, na primeira consulta, com pouco mais de 30 dias de vida, o pediatra indicou que eu desse a chupeta para a Manuela por diversos fatores.

Confesso que a “recomendação médica” me deu um certo alívio e uma desculpa para fazer o que eu já estava começando a ficar com vontade: dar a chupeta para a criança.

Manuela usou a chupeta bastante. Principalmente em casa. Para assistir televisão, ficar no carro no trânsito e, especialmente, para dormir. Usava um pouco na rua, mas pouco mesmo. Euprocurava entrar no quarto, depois que ela dormisse, para tirar a chupeta dela, pois isso era algo que os especialistas no curso de gestantes falaram que era bom. E funcionou muito bem.

Como eu tinha um verdadeiro pavor do vício, eu evitava deixar a chupeta à vista e não usava aqueles prendedores na roupa. Eu buscava ter esse controle: ela chupava quando eu dava.

Quando ela completou 1 ano, eu comecei a diminuir o uso, limitando à hora de dormir, tanto à noite quanto nas sonecas do dia. E ela aceitou super bem. Meu objetivo era reduzir gradativamente até que ela completasse dois anos e meio de idade, quando largaria de vez.

Só que quando ela estava com uns 2 anos, mais ou menos, “descobrimos” que ela usava chupeta à vontade na casa da avó. Até aí, tudo bem, porque já tinha superado minha neura (como comentei no post sobre deixar as vovós em paz). O problema mesmo foi quando ela falou para a moça que estava cuidando dela: “Se a mamãe chegar, ela vai brigar comigo e com você. Mas quando ela chegar, eu tiro e guardo”. Chocante, não?!

Daí meu marido decidiu que era a hora de parar. A gente conversou com ela e tudo foi decidido junto, na base do diálogo. Ela mesma falava: “criança grande não chupa pepê”. Mas entre racionalizar e mudar de fato, foi tenso!

Isso porque a chupeta era o acessório fundamental na hora do sono. Ela pegava sua pepê, deitava no berço e a vida era linda. Mas sem a chupeta começou um drama sem fim. Eu queria era voltar atrás e devolver, mas sei que não podemos fazer essas coisas. Então, depois de muita insistência, conseguimos superar o vício.

Li recentemente que demora 30 dias para a gente conseguir largar um hábito e acho que foi este tempo, mais ou menos, que demorou para que a Manuela se acostumasse a dormir sem a chupeta.

por que eu dei chupeta

 

Por que eu dei a chupeta na segunda vez?

Agora com a Ana Júlia, comprei a chupeta logo no enxoval. Levei para a maternidade. Dei desde o primeiro dia. Claro que, no início, o bebê não chupa com facilidade. Então, acabou levando algum tempo para ela se acostumar. Também é o acessório fundamental na hora de dormir, mas confesso que, ao contrário da Manuela, ela está com 1 ano e 3 meses e, muitas vezes, dou para ela fora do soninho. Isso porque ela é muito diferente da irmã mais velha. Teve as crises de saltos de desenvolvimento bem marcadas por muita carência e me demandando bastante.

No trânsito, também estava sofrendo muito com as brigas da Ana, por isso, comecei a dar a chupeta para ela mesmo quando estava acordada no carro. Agora, comprei um DVD portátil, e não estou mais oferecendo e está funcionando. Esta semana, especificamente, notei que algumas vezes na madrugada ela volta a dormir sem a chupeta.

A minha ideia era diminuir o uso desde o primeiro aniversário. Até agora não tinha mudado nada, mas vou aproveitar estes sinais para começar… Veremos como será a evolução!

Atualização

Leia como foi o processo para tirar a chupeta da Ana Júlia

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Dicas para tirar a mamadeira.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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