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Mães de primeira viagem, vocês não estão sozinhas

10 de fevereiro de 2015

Sabe aquela dúvida que aparece e aquele medo “não sei se vou conseguir”? Às vezes, você se questiona se conseguirá ser uma boa mãe, se cuidará adequadamente do seu bebê, se acordará quando ele chorar de noite… Mesmo que às vezes estas preocupações sejam assustadoras, há uma boa notícia: a maioria esmagadora de mães de primeira viagem também se sente assim! “São inúmeras as inseguranças da mãe de primeira viagem, a mais comum é se ela será capaz de cuidar plenamente de seu filho, se será uma boa mãe.

As fantasias, preocupações e medos provenientes desta situação nova são muitas, por isso é importante que a mamãe possa dividi-las com alguém e conversar a respeito. Elas costumam adorar compartilhar suas angústias com quem já passou por isso”, explicam as psicólogas Luciana Romano e Raquel Benazzi, do Núcleo Corujas.

Apesar de comum, é importante buscar superar esta insegurança, para o bem da mãe e do bebê. “Costumamos explicar aos pais que os bebês são como anteninhas, eles têm uma capacidade maior de sentir e pegar para si o que está se passando ao redor deles. Isso, pois, o ego está iniciando sua formação e é ele quem ajuda a distinguir o que é sentimento dele e o que é sentimento do outro. Para os bebês, isso tudo ainda é muito indiscriminado.” Por essas e outras, que é comum quando a mãe está muito nervosa ou angustiada, durma mal, chore mais ou tenha cólicas mais frequentes.

Além disso, já há as dificuldades naturais que aparecem nos primeiros dias (às vezes, semanas e meses). “Muitas mulheres ainda  reclamam de dor no puerpério, o que atrapalha um pouco nos primeiros cuidados com o bebê. Pelos relatos das mamães, o mais complicado mesmo é a construção e adaptação à rotina mãe–bebê: acordar à noite, amamentar de 3 em 3 horas, dar banho, lavar as roupinhas, fazê-lo dormir, compreender os tipos de choro e dar banho, que demanda certa habilidade. Pense que esta adaptação é dos dois lados, todas estas vivências também são novas para seu bebê.”

Uma das coisas que pode ajudar nesta adaptação é se informar ao máximo antes do nascimento do bebê. Quando mais conhecimento tiver, menos assustadora a prática vai ser – ainda que seja bem diferente da teoria! “Antes do parto a mulher deve sentir-se segura, para isso, indicamos muito grupos para gestantes e cursos de cuidados básicos com o bebê. Ela deve escolher um médico que a tranquilize e também a forma de parto que deseja, além de inteirar-se sobre amamentação, como por exemplo, como fazer o bico do seio ficar bom para o bebê e quais as fases do leite”, comentam as especialistas.

Elas também alertam sobre a importância de saber sobre as mudanças hormonais e corporais que devem acontecer durante e após a gestação (e como não se desesperar com elas). “O corpo irá voltar a medida que for necessário, e sim, a mãe de primeira viagem, após o parto fica sensível emocionalmente e irritada pela mudança na rotina e novas adaptações. Informe-se antes de achar que você está com alguma depressão ou algo assim, hoje em dia existem profissionais que ajudam nessa formação da mãe desde a gestação até os primeiros anos de vida do filho, o que mostra a grande importância da ajuda prática e emocional às novas mães.”

Um ponto fundamental, seja antes ou depois do parto, é ter a liberdade de conversar, compartilhar e encontrar apoio em outras mães, que têm as mesmas dúvidas e medos que você. “Muitas vezes, a mãe sente que é obrigada a estar sempre feliz com a gravidez; como se dúvidas, incertezas, medos, inseguranças, momentos de raiva e tristeza fizessem dela uma mãe ruim e não contente com este período. A cobrança social é grande e os profissionais especializados, principalmente, da psicologia, ajudam a diminuir essa sensação de incompreensão e culpa”, ressaltam as psicólogas. Como sempre falo aqui no blog e nos perfis das redes sociais, não acredite em tudo o que você vê na internet. Mães perfeitas só existem no Facebook e no Instagram. Offline, todas têm os mesmos problemas!

Por isso, seja durante a gestação ou já após o nascimento do bebê, procurar ajuda não é sinal de fraqueza. “Quando ela sentir-se insegura deve falar e não se achar menos mãe ou menos mulher por isso. Na verdade, a procura de ajuda já indica o nascimento de uma mãe preocupada e engajada na função materna. Cada mulher vai encontrar a sua melhor forma de ser mãe, e nós garantimos que nunca será igual à de outra mãe.”

Núcleo Corujas

Conheci o Núcleo Corujas lá no Instagram e amei a proposta deles de ser um centro de cursos e apoio terapêutico, principalmente com foco na maternidade e terceira idade, em São Paulo. Eles inclusive têm um curso sobre cuidados básicos com o bebê! Vale a pena conhecer.

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Amo escrever, amo meu marido, amo minhas três filhas e, acima de tudo, amo Jesus. Moramos na Pensilvânia, nos EUA, e, sempre que consigo, gosto de falar sobre minhas experiências, aprendizados e desafios seja na maternidade, na vida cristã ou como imigrante.

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