Sobre Filhos

São crianças, mas também são humanas

21 de novembro de 2014

No meu último post reclamei o meu direito de ser humana, apesar de mãe. Só depois notei que na minha lista de coisas que queria escrever aqui estava o post “sem o direito de ser humano”, mas totalmente voltado para os pequenos.

Vocês já perceberam como não deixamos nossos filhos serem humanos? Eles não podem ficar de mau-humor quando contrariados, não podem fazer cara feia para uma comida que não gostam e não podem ter preguiça de ir para a escola. Mas é claro que nós podemos reclamar, escolher o que comer ou colocar o soneca do despertador.

Por que nossos filhos não podem ter sentimentos e expressá-los? Eu sou super a favor de educação e se a Manuela estiver brava um dia e por isso faltar com educação comigo, meu marido ou outras pessoas, ela vai ser corrigida, sim. Mas se ela só estiver brava e se retirar para seu quarto ou não quiser ficar batendo papo, qual é o problema? Não é assim que nós agimos?

Além de não permitir que minhas filhas sejam humanas, também já notei que elas também não têm direito ao erro. Outro dia surtei porque a Manuela quebrou um copo aqui em casa. O problema não foi o copo, foi a forma como ela quebrou: não prestou atenção no que estava fazendo, ficou olhando a televisão e derrubou. Foi falta de cuidado? Foi. Mas acontece. Comigo inclusive, acontece muito!

Crianças são humanas, cheias de emoções, vontades, desejos, frustrações e também erram como qualquer um. Agora, há um agravante: elas são mini seres humanos. Ainda não têm os filtros que nós temos, o repertório do que é bom senso ou socialmente aceitável, não conhecem regras básicas da física, não sabem quais são os limites de algumas atitudes. Nós temos que ensinar. Mas ensinar respeitando a humanidade que há nelas. Com amor e muito mais compreensão. A mesma compreensão que queremos que tenham conosco!

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Quem sou

Sou Melina Pockrandt Robaina, filha de Deus, jornalista e mãe da Manuela (6 anos) e da Ana Júlia (1 ano)

Eu sou Melina, mas pode me chamar de Mel. Moro em Curitiba (PR), sou jornalista, empresária e mãe de duas meninas maravilhosas: Manuela, 9 anos, e Ana Júlia, 4 anos. Um dos meus maiores alvos é tornar a vida mais simples e leve todos os dias.

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